ela…
January 11th, 2007
Quando ela anda nas ruas tem o etéreo, tem a tentação…ela viaja por dentro voando por tudo onde o vento sopra.
Acha beleza em tudo. Alimenta sua saliva de sons.
Sai dali com uma sensação de sangue percorrendo lugares que não tem nome e contra a chuva e o sol ela corre!
Corre…quer achar resposta para tudo mas se esconde para tocar chamas sem rastros.
Tudo isso não tem nome…e vai lá…não sabe aonde para ver se está no lugar mais inóspito… gira correndo.
É tudo o que ela pode fazer, uma benção, um vício, sem saber porque.
Dançar descalço ouvindo músicas estranhas é resposta para ela.
Dançar descalça leva ao fim do começo da intoxicação.
… e ela não sabe porque perdeu o senso do equilíbrio.
Deixar seu passado para trás é querer vive-lo todos os dias.
São mantras que te mandam ir em frente mas esquecem que ali na frente será lá atrás…
SEMPRE!
Como saber daquilo que vc nunca teve?
Tudo aquilo que se faz, sente, ama, respira fica para trás mas também fica na pele, nos poros que transbordam esses sentimentos.
Na noite temos que dividir com nós mesmos nossos pensamentos e não dá para atuar. Cumplicidade sincronizada para ser uma coisa só no templo do desconhecido da emoção;carregando sempre aquilo que ficou de mais importante.
A bagagem começa pesada e vai ficando cada vez mais leve…vão ficando para trás sentimentos q não interessam.
Na vida se deve fazer o que se quer mas sabemos que ela muda constantemente. Ela também sabe disso!
Incrível como esquecemos detalhes que nunca achamos que vão se perder. Esperamos a melodia perfeita para momentos onde nos damos por completo. Dá vontade de gritar como se fosse a pulsação dos nossos corações. Inexplicável!
Vamos acostumando a viver com nós mesmos parados em movimentos de inércia!
Através dos olhos de outras pessoas podemos `as vezes enxergar aquilo que mais queremos e dizer: É isso!!!
Enganos são encontros e não deixam de ser os responsáveis pela nossa viagem visceral.
Será pecado viver realmente um mix de sensações imersas que se contradizem a todo momento?
Ela nunca encontra aquilo que está procurando…
Pode até ser plena… mas escalar até o ápice é sinal de fracasso para ela, é não ter mais desafios assim contentando e atrofiando. Ficar com frio coberta pelo calor. Contra senso.
…e ela continua correndo!
Todas as promessas que fazemos envolve poder se dar a tesouros que estão perdidos. No templo do nosso ser queremos uma aliança com a insatisfação. Tudo o que queremos `as vezes é voltar atrás, viver algo de novo ou aquilo que não podemos.
Existem sensações que não se explicam.
Pedalar cada vez mais rápido fugindo de algo que corre de encontro para nós.
Subir ladeiras flutuando na duvida e procurar respostas que queimam em nossa alma mas que nossos olhos não vêem.
Soprando suspiros em nossos ouvidos e voando com o vento para outros lugares que não sabemos onde estão. Não tem fim! Vivemos para tudo.
Para olhar estrelas sem elas estarem ali. Mais uma ilusão que se transforma em algo bonito.
E ela continua correndo… adoravelmente suada!
Contar segredos e correr em círculos atrás de um esconderijo para poder descansar e encontrar as estrelas que não estão ali mais uma vez. Ela fecha os olhos e pega a estrela e antes de piscar, descansou placidamente no etéreo. E corre de novo!
Tudo está sendo feito, todo momento saber que ela ama, não interessa o que.
Desenhar com cores as linhas que correm em seu corpo e sangrar a vontade de que tudo se transforme em um único espectro luminoso que possa refletir seus desejos.E assim vai…
Será que ela falou e sentiu tudo aquilo que devia? Como deveria ser? O que esfria o coração com adrenalina?
Talvez heróis tentando vencer o medo…e corre!
Ter histórias para contar é vivenciar procurando cada vez mais aquilo que é invisível aos olhos; na maioria das vezes é sentir com o corpo o que a alma vê.
Correr para os sentidos!
Fechar os olhos mais uma vez e tocar de novo aquela estrela, não tirar a mente dela… abrir os olhos e ver que ela pode estar ali sim! De alguma forma…
…mas ela corre de novo. Onde está a glória deste céu que não se alcança? Onde estava tudo isso antes? Talvez voando por aí com a leveza dos anjos.
O que estamos fazendo para algo que não nos pertence e que não temos controle?
Apenas sinta ao seu redor como ela corre te olhando nos olhos como se fosse uma alma condenada a amá-la. Doentemente faz rir de impulsividade perversa.
Cinderela que fecha os lábios com aquilo tudo de que se alimentou com gosto duvidoso.
Apenas sinta e mais uma vez pare de correr! Feche os olhos, tire suas armas e pegue a estrela.
Somos nós que não paramos, por isso ela parece nunca estar ali. Mas está. É nossa vida nos chamando para apenas vivermos, amarmos. Ela chora de felicidade por nós. Incorpora em veias e veios os mais insignificantes segredos. Ela corre para você!
Quer te dar um beijo na boca e te tomar pelas mãos.
Apenas VIVA!
Ela é dúbia a todo momento… flutua entre o seguro e o etéreo. Duas atmosferas que se misturam apenas no vácuo de nossos pensamentos.





